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HERESIES foi uma revista feminista publicada de 1977 a 1992, organizada por um coletivo conhecido como o Heresies Collective, na cidade de Nova York. Foram publicados 27 edições, editadas coletivamente por um grupo de voluntárias interessadas ​​em feminismo, arte, política, padrões de comunicação, questões de gênero, artes tradicionais femininas e políticas, estética, violência contra mulheres, mulheres trabalhadoras, mulheres de países periféricos, mulheres e música, sexo, cinema, ativismo, racismo, pós-modernismo e maioridade.


Inicialmente o coletivo foi formado por Joan Braderman, Mary Beth Edelson, Elizabeth Hess, Ellen Lanyon, Arlene Ladden, Lucy R. Lippard, Marty Pottenger, Miriam Schapiro e May Stevens.

Símbolo da segunda onda feminista, a publicação buscou trabalhar diversos temas relacionados ao universo das mulheres sob o ponto de vista do reconhecimento e busca por direitos, entre eles as artes tradicionais femininas com tricô, crochê e costura. A edição número #04 é toda dedicada ao tema e o editorial da revista diz: "Nós esperamos que Heresies possa estimular o diálogo sobre teorias estéticas e políticas, encorajando a escrita sobre a história dos saberes femininos, e renove a energia criativa das mulheres. Esse é um espaço para articulação da diversidade. Estamos comprometidas com a ampliação da definição daquilo que é considerado arte."


Os artigos da edição #04 reúne temas como: "A estética da opressão - artes tradicionais das mulheres mexicanas", "A dimensão política da tecelagem", "Fazendo algo para nada - a definição da arte feminina como hobby".


Nós não a conhecíamos quando a URDUME foi criada, mas certamente ela é a avó da nossa revista. Um viva a ancestralidade!


Para ler a edição completa, em inglês, clique aqui


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Por Sarah Zar - Europa

Depois do Natal, um dos feriados mais prestigiados e tradicionais aqui na Suécia é o Midsommar, dia no qual é celebrado o solstício de verão, que ocorre entre os dias 19 à 26 de junho no hemisfério norte, e impressiona pelas semelhanças com a tradicional Festa de São João brasileira.


Neste dia, as pessoas usam vestimentas tradicionais e cantam, bebem, comem comidas e frutas típicas da época, e dançam ao redor do majstången (mastro de maio ou germânico, o mesmo que deu origem ao da nossa festa junina) decorado com folhas, galhos, flores e fitas.


Canções populares sobre sapos, trabalho camponês, amor (entre outros temas ligados ao verão) são cantadas e dançadas junto às coreografias. Após a celebração, todos se reúnem em mesas ou toalhas sobre a grama e comem morangos frescos ou sobremesas com eles, além de comidas à base de batatas, peixes e carnes, tudo isto acompanhado por sucos ou bebidas alcoólicas.


Além das vestimentas, em sua maioria, confeccionadas artesanalmente, coroas de flores e folhas são um item importante, pois a tradição pagã acredita que traz sorte e saúde. Feitas à mão, são usadas por meninas e mulheres.


A reunião entre famílias e amigos em espaços abertos resulta em um dia alegre e divertido onde, além das atrações, são apreciadas dezoito horas de luz do dia (considerado o dia mais longo do hemisfério norte). Um dia particularmente especial para uma população que tem dias curtos e, na maior parte do ano, convive muito pouco com o sol.


Como no Brasil, o período também é época de simpatias. Se em nosso país o apelo é a Santo Antônio, o “Santo Casamenteiro”, por aqui um mito da cultura nórdica diz que se a pessoa colher sete tipos de flores silvestres e as colocar debaixo do travesseiro é possível sonhar com o futuro amor.


Participar do festejo Midsommar, a "festa junina" dos povos nórdicos, me faz admirar o poder das tradições, suas origens e transformações. As festas tradicionais, em seu formato pagão ou religioso, chamam atenção pelos os detalhes que as caracterizam como as músicas, danças, comida e o cuidado com tudo que é feito à mão. Heranças passadas de geração em geração.

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Projeto, que tem apoio da Revista Urdume, reúne artistas, obras e diferentes propostas do universo da arte têxtil e cultura brasileira.


Fibra – I Bienal de Arte Têxtil acontece de 12 de novembro a 20 de dezembro de 2019, em

Porto Alegre (RS), com exposição de artes visuais contemporâneas, encontros e cursos.

A FIBRA - I Bienal de Arte Têxtil 2019 trata-se de uma mostra coletiva que busca fomentar a

convergência entre diferentes propostas de artes visuais contemporâneas ligadas às artes têxtil

e à cultura brasileira, propondo reflexões e ações sobre o planeta em que vivemos, a partir da

sustentabilidade e do respeito entre todos os seres.


Com o tema "Sustentabilidade: um olhar sobre as suas diversas possibilidades” a bienal contará com a participação de artistas de diferentes regiões do Brasil, selecionados por edital, e

aproximadamente 100 obras que abrangerão as mais variadas linguagens no âmbito das artes

visuais contemporâneas, alinhadas, neste momento, às questões de preservação, com um

conceito relacionado ao desenvolvimento sustentável, ou seja, formado por um conjunto de

ideias, estratégias e demais atitudes ecologicamente corretas, economicamente viáveis,

socialmente justas e culturalmente diversas, através das mais variadas linguagens, utilizando-se da arte têxtil.

As exposições ocorrerão em locais públicos e privados, com infraestrutura e segurança,

reconhecidos da cidade de Porto Alegre, onde também serão disponibilizados espaços para

coletivos criativos mostrem suas produções, em períodos concomitantes. Além da mostra

coletiva acontecerão oficinas, conversas públicas entre artistas selecionados, artistas

convidados e público. O programa detalhado será lançado em junho de 2019.


SERVIÇO:

Envio de portfólios: até 30/08/2019

Seleção: 10/09 a 30/09/2019

Divulgação dos selecionados: 01/10/2019

Abertura: 11/11/2019

Visitação: 12/11 a 20/12/2019


Locais:

 Galeria de Arte do DMAE: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h.

Endereço: Rua 24 de Outubro, 200, Independência, Porto Alegre, RS, Brasil.

 Jardim do DMAE: diariamente, das 8h às 19h.

Endereço: Rua 24 de Outubro, 200, Independência, Porto Alegre, RS, Brasil.

 Chico Lisboa Espaço Cultural: de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.

Endereço: Travessa Venezianos, 19, Cidade Baixa, Porto Alegre, RS, Brasil.

 Espaço Cultural Atelier Plano B: de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.

Endereço: Rua Joaquim Nabuco, 36, Cidade Baixa, Porto Alegre, RS, Brasil

 Sesc-RS: espaços a confirmar.



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