QUEM SOMOS? 

Bom, se você é mais direto ao ponto, um resumo:

A URDUME.e é um espaço-laboratório-oficina de criação, desenvolvimento editorial, pesquisa, educação e comunicação sobre fazeres e saberes manuais. 

Nos somamos em dois braços principais: o Instituto URDUME focado em pesquisa, comunicação e educação e a Editora URDUME, voltada a criação e desenvolvimento editorial. 

Na prática isso se traduz em pesquisas, cursos, oficinas, palestras, matérias, livros, revistas e outros tipos de publicação que tenham como propósito produzir reflexões e conhecimentos relevantes para a valorização e o reconhecimento do fazer artesanal e manual, em especial os relacionados às práticas têxteis.  

URDUME.e indica que nós somos pessoas de ciclos, de pontos finais que se seguem de “e(s)”. Também quer dizer que (como você já deve ter percebido) não somos muito adeptas de ou(s). Pra nós faz mais sentido conectar.

Gostamos de dizer que somos pensadoras livres e experimentais porque, se por um lado prezamos pelo rigor da pesquisa e pela qualidade daquilo que entregamos como produto, por outro, não abrimos mão de que nossos processos sejam vivos e abertos à invenção de novos caminhos.

COMO FOMOS NOS TECENDO

A Urdume nasceu como uma revista em 2018. Uma publicação sobre artes manuais têxteis, expressão e autoconsciência que, de 2019 a 2022, produziu sete edições impressas e uma digital de forma independente e colaborativa. Fizemos as revistas na base da fé, da coragem, de uma rede de pessoas esperançosas e, diga-se de passagem, lágrimas também. 

 

Em 2020 a Revista Urdume já tinha um certo reconhecimento e, como bons sonhadores, quisemos abrir mais um pouquinho nossas asas. Nessa época éramos quatro: Estefania Lima, Gustavo Seraphim, Nathália Abdalla e Paula Melech. Juntos, criamos o Instituto Urdume, uma organização sem fins lucrativos voltada à pesquisa, educação e comunicação sobre as Artes Têxteis e seus ecossistemas. 

 

De lá pra cá, criamos diferentes tipos de produções voltadas à reflexão e a valorização dos trabalhos manuais têxteis, como o Glossário colaborativo de artes manuais têxteis da América Latina, Cadernos de leitura, cursos, grupos de estudo, séries de vídeos especiais, mapeamentos de artistas, além de reportagens para outros meios de comunicação e uma vasta produção de conteúdos em nosso Instagram. 

 

A partir de 2021, Paula e Gustavo seguiram outros caminhos e assim ficamos apenas nós, Estefania e Nathália. Quatro braços para tocar um Instituto e uma Revista, tudo de forma independente, sem nenhum projeto aprovado em edital, doação ou patrocínio.

 

A história, como você já pode imaginar, é longa e cheia de curvas, descidas e subidas. Para sermos bem clichês (e honestas), se por um lado nos sentíamos tão felizes e orgulhosas das tramas que tecíamos, ao ponto de nos desdobrarmos em diferentes trabalhos para pagarmos os famosos boletos, por outro nos enredamos em nossos próprios avessos, cheios de nós.

 

Pensamos em desistir, mas após uma pausa, onde cada uma de nós pode descansar, e realinhar seus desejos, renascemos. Desta vez como URDUME.e


INSTITUTO URDUME

Coordenado por Estefania Lima, o Instituto URDUME é voltado à pesquisa, educação e comunicação sobre as Artes Têxteis e seus ecossistemas.

 

Suas linhas de pesquisa são: Artes manuais têxteis e o sensível, artes manuais têxteis e questões de gênero, técnica e território e textos e têxteis. 

Nossas produções se traduzem em textos, roteiros, podcasts, cursos e grupos de estudos e servem de base para algumas das produções da editora URDUME.

EDITORA URDUME

A Editora URDUME nasce em 2022. 

 

Coordenada por Nathália Abdalla, ela nasce de ideias antigas e da experiência adquirida ao longo de quatro anos e oito edições da Revista Urdume, publicação independente sobre artes manuais têxteis, pioneira no Brasil. 

 

A produção da revista nos trouxe pessoas, e, junto com elas, histórias. E nos mostrou que aqui mesmo, em pleno século XXI, há quem acredite que o papel ainda é a melhor maneira de se enviar mensagens ao futuro.

 

É assim que o fazer livro brota em nós hoje: dá vontade de conversar com o passado, do futuro. Nasce como um experimento, em invenção. 

 

Para nós o livro é um objeto. Um objeto que existe no espaço, e que se lança ao tempo, resistente o suficiente para se manter atual, mesmo sem (nos exigir) atualizações. 

 

Pensamos livros como objetos de contar e resguardar histórias, saberes e fazeres. Queremos fazer livros que vivam entre. Entre tempos. Entre gráficas industriais e esmeros manuais. Entre o ancestral e o germinal. Livros que não sejam para apenas serem lidos, mas intuídos com todos os sentidos. 

 

Práticas manuais são ancestralmente coletivas, e o resultado desse processo é único e exclusivo. Nossos livros terão tiragens limitadas, com projetos gráficos especiais, e serão viabilizados através de ações pensadas em conjunto com as autoras interessadas, sejam elas artistas, artesãs, pesquisadoras ou pensadoras comprometidas com o reconhecimento e a valorização do fazer e saber manual.  

QUEM FAZ

ESTEFANIA LIMA é livre pensadora e pesquisadora das artes manuais têxteis. Co-fundadora do Instituto e da Editora Urdume,foi editora da Revista Urdume e hoje coordena produções editoriais sobre o tema. Mestra em Ciências pela USP e Comunicóloga pela UFPR, faz formação em filosofia e teatro. Responsável pelo núcleo de pesquisas do Instituto Urdume, ministra cursos e media grupos de estudos sobre artes manuais têxteis dentro e fora da instituição, além de fazer curadoria e produzir conteúdos para organizações como Sesc, Revista Elle e periódicos acadêmicos.

NATHÁLIA ABDALLA é designer e produtora editorial com ênfase na área sociocultural. É co-fundadora do Instituto URDUME e foi editora de arte da Revista Urdume. Formada em design industrial, iniciou sua carreira no ramo editorial, em 2013 na Editora Abril, atuando em diferentes revistas. Desde 2018 trabalha com projetos e iniciativas voltadas ao fomento da produção artesanal brasileira, contribuindo com organizações como ARTESOL, WWF e ICMBio. Tem especialização em artes-manuais para terapia

e experiência com coordenação de projetos. Colagista e crocheteira nas horas vagas, também gosta de se arriscar em processos experimentais audiovisuais.