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TECIDO É CORPO, CORPO É TECIDO, por Fabíola Triñca



O que é um corpo, senão um organismo vivo composto por vários tecidos? Comecei a escrever este diário em um momento de imenso silêncio, muito por ter sido fortemente atravessada pelos acontecimentos coletivos, familiares e políticos dos últimos meses. Muito, por vir observando recentemente, toda a reconstituição celular que se dá no meu corpo. Não as vejo trabalhando, mas as reconheço quando me vejo pura imagem refletida no espelho. É neste momento, que percebo todo o sensível que habita dentro de mim. A gente envelhece, com sorte, observando mais os processos que vivemos, a nuance das cores que enxergamos, os sons, os ruídos que escutamos e as consequências das escolhas que fazemos. Para que se olhe profundamente o outro, é imprescindível olhar primeiro para dentro.


Meu caminho definitivamente não foi linear e minha trajetória passa por práticas, experiências e lugares diferentes. Sinto que preciso constantemente mover meu corpo de lugar para sentir algo novo, que verdadeiramente me atravesse. Sinto que preciso de deslocamentos para me experienciar. Foi nessa busca, que descobri minha relação com as plantas, da qual, me move cotidianamente. Também foi nessa busca, que aprendi a reconhecer que cada movimento feito por mim, traz os afetos recebidos pela minha avó na infância. Iracy não me ensinou a crochetar, não me ensinou a bordar, não me ensinou a costurar, não me ensinou a tricotar, mas me ensinou a amar a terra e a tudo o que ela dá. Me ensinou a amar os ciclos da vida. Me ensinou que afeto também é alimento. Iracy, me formou mulher feita de terra, entre grandezas e fortalezas.


Para Mauss (2003), o primeiro e o mais natural meio técnico do homem, é o corpo. Ele é capaz de receber as impressões externas, de ser percebido pelos sentidos, de captar o que existe e expressá-lo criativamente. Talvez a única técnica que eu tenha apreendido na tradição da minha avó foi a de não ter uma técnica transmitida por ela. Muito embora, o conto de suas histórias, tenha penetrado pelos meus ouvidos e impregnado por inteiro no meu corpo sabido. Ele é o único lugar que paradoxalmente é universal e estritamente particular. Ele é instrumento de diferentes linguagens. É nele que sentimos a vida. É nele que investigo a mim mesma, estimulada pelas incertezas de viver com a dúvida. Ele tem sua própria sabedoria.


Também temos um corpo totalmente habitado por reproduções sistêmicas e sociais. Automatizamos nossas ações diárias, amortecidos por estímulos parasitas. Reproduzimos a auto exploração voluntária passiva e o que pertence às formas de expressão da liberdade, como a emoção e a comunicação, se tornaram excessivamente explorados sem nenhuma resistência. Nos tornamos totalmente submissos e dependentes, de forma sutil, flexível e inteligente. Para a curadora e crítica de arte Ana Paula Cohen, “o que tem de mais vivo em nosso corpo, é a força do desejo que reverbera, onde o capitalismo bebe direto da fonte.”


O regime neoliberal introduz o tempo todo uma rivalidade inexplicável: a motivação, a otimização, a iniciativa, a competição e o sujeito como projeto. A técnica psicopolítica de dominação desse regime, carrega características próprias de uma sociedade de controle: cuidadosa na administração dos corpos e gestora calculista da vida. De acordo com Deleuze em (Han, 2018) no regime disciplinar biopolítico, o corpo é o poder que afirma completamente a vida. Diferentemente, no regime neoliberal, a psique humana está em foco,

sendo apoderada nas camadas mais profundas das nossas necessidades, desejos ocultos e anseios. A técnica de poder deste regime não se apodera do indivíduo de forma direta, mas em vez disso, garante que este, aja sobre si de forma que reproduza o contexto de dominação dentro dele mesmo e interprete-o como liberdade. Vivemos o colapso da verdade e a persistência se tornou o maior ato de resistência da atualidade.


Será que devemos proteger nossas vísceras o tempo todo?

Será que existe lugar seguro quando nos colocamos à prova dos nossos próprios desejos?


Para Han (2018), ser livre, não significa nada mais do que se realizar conjuntamente. Liberdade, é sinônimo de comunidade bem-sucedida e o isolamento total para o qual conduz o regime neoliberal não nos torna livres de fato. Cada um de nós é um mundo, uma cosmovisão. É necessário enraizar todo dia, marejar todo dia. Ir de encontro, questionar, afrontar, não se aquietar, desconfiar. É preciso manter a vida viva. Ter um diário de pele para registrar as trocas, as transformações, os encontros que nos ajudam a esculpir novos olhares. Espiar o que não está dado, se direcionar ao mistério. Se encantar com coisa boba e corriqueira para nos impulsionar a força vital que alimenta a vida. É necessário ativar a imaginação para um futuro inimaginável. Seguir com valentia para interpretar nas entrelinhas. Abraçar a desventura para inventar um novo mundo. É preciso fazer lama do choro para umidificar as entranhas, todo santo dia. Uma vida feita unicamente por emoções positivas não é uma vida humana. A experiência reconecta diretamente com o nosso corpo.


Para Coccia (2020), a vida que anima nosso corpo, começou bem antes do momento em que este recebeu o sopro da vida. Tudo o que temos dentro, já foi experimentado milhares de vezes, abrindo-se para todas as transformações futuras. Somos um código genético que deu forma a outras vidas e, todas as espécies viventes, operam de forma consciente para transformar o mundo ao seu redor, para readaptá-lo à sua existência. Do verme a planta, na verdade, estar vivo, implica modificar radicalmente o espaço ao redor e fazer com que esse espaço seja completamente habitável. A metamorfose, faz parte de um ciclo periódico de rejuvenescimento de diferentes espécies e a técnica – a arte de construir casulos – faz de todos os seres simultaneamente o sujeito, o objeto e o meio do ato de transformação. Ela não é uma força que se opõe à vida ou que a prolonga externamente, ela é somente sua expressão mais íntima, seu dinamismo originário. O manuseio do mundo, torna-se portanto, aquilo que permite desfazer-se de sua própria natureza, transformando-a por dentro. A técnica - o casulo - é a forma que todo ser vivo mantém com ele mesmo e que o conduz a modificar radicalmente seu corpo e sua identidade. Toda relação consigo mesmo é, então, de natureza técnica e visa modificar sua própria forma.


Desde muito longe no tempo, as emoções passam por gestos que fazemos sem nos dar conta.

Esses gestos são como fosseis em movimento, contam uma longa história inconsciente e sobrevivem em nós. Nenhuma emoção é da ordem do eu e sim, da ordem do nós. Quando a emoção nos atravessa, nossa alma se move, nosso corpo se agita e faz uma série de coisas que nem sequer imaginamos. Segundo Didi-Huberman (2016), as emoções são um grande poder de transformação, da memória em desejo, do passado em futuro, da tristeza em alegria. Quando nos emocionamos, nos abrimos, manifestamos o movimento e transformamos aqueles que emocionamos. A emoção não pode ser definida como um estado

de pura e simples passividade. Transformar-se, é sempre passar de um estado a outro. Quando nossas emoções se transformam em pensamentos e ações, transformamos o mundo.


É sempre fora de nós, que algo se torna passível de experiência. Coccia (2010) entende que para a vida existir e se dar como experiência, é necessário existir o sensível. E para que haja sensível, assim como sensação, é necessário que exista um espaço intermediário entre nós e os objetos – meio -, onde o real se torna perceptível através da imagem. Os meios, enquanto condição de possibilidade da existência do sensível, são o verdadeiro tecido conectivo do mundo. São eles que permitem a comunicação entre o subjetivo e o objetivo, o psíquico e o “natural”. São aquilo que produz a relação de continuidade entre espírito e realidade, entre mundo e psiquismo. Todo meio se relaciona não apenas como aquilo que recebe o sensível, mas também como aquilo que é capaz de transmiti-lo. Se é capaz de receber o mundo, devolve aquilo que recebe sob a forma de sensível. Já que a experiência e a percepção são uma contínua correspondência com o sensível, também o pensamento é uma forma de multiplicação. A palavra, a audição, a visão, todas as nossas experiências são uma operação de multiplicação do real, uma vez que utiliza imagens. É o sensível que abre o mundo diante dos corpos. É o sensível que abre o caminho para a existência da vida.


O próprio do sensível é o fluxo. Entendi muito recentemente que toda minha trajetória curvilínea foi fundamental para minha atual prática artística e esse entendimento, me coloca a reconhecer que meu corpo, é também um ‘corpo-vibrátil’ (Lygia Clark), sensível aos efeitos da agitada movimentação dos fluxos que me atravessa e um grande veículo de transmissão do meu sensível. Através da minha produção, estou gerando vida, fazendo parte do grande tecido conectivo, gerador de experiências transformadoras que está posto para cada um de nós experenciarmos. Entendendo que meu corpo é tecido e que o tecido também é meu corpo, não existo somente como indivíduo no mundo, mas ao me tornar com o mundo, coletivizo meu ser, me tornando parte da teia. A experiência é ela mesma um corpo sensível, que está para além de nós e de qualquer produção no mundo. Acredito na experimentação e gosto de produzir a partir da minha própria experiência. Gosto de trabalhar nas pequenas coisas, criar intimidade com o inominável e a partir do meu trabalho, entender melhor a vida.


Ainda para Coccia (2010), o sentido de todo nosso movimento é definido pelas imagens – sensíveis – que nos nutrem diariamente, alimentando nossas experiências e dando corpo aos nossos desejos. Criar, escrever, falar e até mesmo pensar significam, sobretudo, mover-se no sentido contrário: encontrar a imagem certa, o sentido certo que permite tanto tornar real aquilo que se pensa e se experimenta, quanto encontrar aquilo que possibilita a libertação disso tudo. O que define a vida humana, é a força de liberar uma idéia capaz de mover o próprio corpo e de fazê-la ter vida própria. Do mesmo modo, aquilo que distingue um animal de uma planta é a aptidão de produzir sensível. Ao criarmos uma obra de arte, estamos produzindo sensações, ora dando durabilidade a ela - com materiais capazes de a manterem intactas por décadas ou séculos - ora sendo passageiros - criando e refazendo a noção de tempo -. Produzir arte é ter o sol na barriga, é encarnar um sensível desencarnado do nosso corpo anatômico, é ressignificar instantes, é observar paisagens dentro do invisível, é ‘sensificar’ a subjetividade e a espiritualidade, é experenciar a vida a partir de valores estéticos sem fetichismos, é ser intermediário de diferentes percepções, é viver o manancial de coragem de enfrentamento do trágico.

Minha prática artística acontece como desdobramento no tempo e não necessariamente como uma obra acabada. Acontece no ritmo de uma vida tecida pelo sensível, transformando gestos e emoções imemoriáveis. Para Deleuze e Guattari (1992), nenhuma obra de arte é feita somente pela técnica, composição é estética e trabalho da sensação. Certamente, a técnica compreende muitas coisas que se individualizam segundo cada artista, mas o que define a arte, é sempre enfrentar o caos, esboçar e traçar um plano sobre o caos. O artista cria blocos de perceptos (percepções) e afectos (afetos), mas a única lei da criação é que o composto - obra de arte -, deve ficar de pé sozinho, pelas sensações que se conserva em si mesmo. O que se conserva, não é o material que constitui a obra, mas o percepto ou o afecto. Mesmo o material durando alguns segundos, daria à sensação o poder de existir e de se conservar em si, na eternidade que coexiste com esta curta duração. Há um minuto do mundo que passa, não o conservaremos sem ‘nos transformamos nele’ diz Cezánne. Não estamos no mundo, tornamo-nos com o mundo, nós nos tornamos, contemplando-o. Tudo é visão, devir. Arte é sensação, mais nada. Ela existe em si mesma, é a única coisa no mundo que se conserva.


Definitivamente não acessamos nossas emoções sem passar pelo vazio. O vazio é uma sensação e toda sensação se compõe com ele. Ainda para Deleuze e Guattari (1992) tudo se mantém sobre a terra e no ar, conservando o vazio. Conservando-se a si mesmo, conservamos o vazio. ‘Quando você se sentir vazio, não lute contra o vazio’ diz Lygia Clark. Venho refletindo que conservar o vazio, é não proteger as próprias vísceras, é muitas vezes colocá-las para fora sem fugir do desconforto. É nos deixarmos tomar pelo festim da vida e da morte entrelaçadas. É criar se desconstruindo por inteiro, se revirando do avesso. Eu me desbordo. Eu me rasgo. Eu me estico. Eu me esgarço. Meu corpo/tecido segue produzindo em parceria com a memória silenciosa de outros corpos dentro do meu corpo. Nessa simbiose ambulante, eu me comprometo com ele todo dia. Me comprometo a não permanecer na estabilidade da segurança e do conforto, me comprometo a buscar impulso na minha força disruptiva, me comprometo a viver em estado de arte (Lygia Clark) e me comprometo a continuar manuseando o mundo, conscientemente. Me comprometo, caminhar observante, ouvindo sua inteligência, sendo matéria, existindo como obra de arte e reverenciando todo processo. Me comprometo a rejuvenescer na ordem do meu próprio caos.


Tudo que é místico veio sendo aniquilado desde a expansão da colonização das Américas pela Europa Central, suprimindo os saberes do corpo e colocando o conhecimento e a ciência como verdades absolutas. Mas é exatamente essa propensão de forças ocultas que atravessa nossos corpos, que está regendo o mundo das sensações, que nos obriga a pensar e nos gera angústia. Não temos espaço na sociedade neoliberal para deixar o corpo cair no vão - em queda livre. O objetivo da arte é provocar transformação, é ser passagem de um estado a um outro. E segundo Solange de Oliveira, pesquisadora e professora, “é ser da ordem do impalpável, utilizando a forma como seu meio de passagem, nos convocando de dentro do seu transbordamento vital.” Criar, me obriga a abrir essa conexão com o meu corpo, onde eu diariamente posso desanestesiar o meu sentir. Não sou uma gênia, sou uma pessoa criativa. Trato meu trabalho com constância e vou percebendo meus diferentes interesses, utilizando diferentes suportes para existir no mundo. Construo obras, para construir novos espaços de pensamento, novas consciências. Para reconhecer a ação do meu próprio corpo, como obra. Quando crio, me teço e me possibilito ganhar novas formas no ato do fazer. No processo de criação, vou me fiando, produzindo minhas próprias narrativas e histórias no mundo. Meu trabalho, me provoca a existir junto ao meu corpo. Somos parceiros, preciso dele e ele precisa de mim, criamos na construção de contra métodos e constantes movimentos disruptivos.


O fazer artístico acontece sob um colapso, sobre algo que nos atravessa profundamente e a presença, é a força que faz despencar tudo aquilo que acreditamos fazer sentido. A potência do meu corpo no meu trabalho me permite experenciar uma nova forma de fazer, saindo de lugares comuns e rompendo padrões, sem me ferir. Sigo junto com o fio, em um constante movimento de encontrar-me nos meus próprios rituais. Gosto de pensar os lados contrários - o avesso e o direito -, gosto de repensar o bordado romântico como reprodutor de uma opressão secularmente instaurada, o tingimento natural apenas como beneficiamento têxtil, ou o tecido apenas com a função de vestir, proteger o corpo. Gosto de mudar as formas, de expandir a visão, gosto da imprecisão, da deriva, gosto de achar beleza e singularidade na imperfeição, gosto de deslinear, de destecer e depois escrever. Gosto de trabalhar o desgaste, o limite, gosto de ver meu trabalho acontecendo no meio, no lugar de gestos reveladores. Gosto de ser moldada pela minha obra, desenhada pela minha intuição. Gosto de vislumbrar e perseguir o sentido do meu devir. Gosto de fazer minha arte em pleno exercício de liberdade, negligenciando os protocolos normativos do cotidiano. Gosto de ser criadora da fruição da vida. Para o curador e crítico de arte Paulo Herkenhoff, “as únicas que podem ensinar sobre o feminino são as mulheres, ou elas estão na frente ou lado a lado dos homens.”


Para a artista, professora e pesquisadora Mariana Guimarães, “o fio é ritmo e seu movimento atrai a finalidade de seu infinito. É o ritmo que seduz o bordado e é ele que organiza o caos da vida dentro e fora de nós. A partir do fio, nos cuidamos, cuidamos uns dos outros, cuidamos da arquitetura germinal que faz parte da vida.” Eu me encontro, encontro o outro, eu me escuto e escuto o outro. Foi com o fio que eu entendi que o tecido é uma paisagem e que o nosso corpo é o mundo. O fora também faz parte da rede, onde existe as lacunas do vazio que nos compõe. Quando trabalho com o meu corpo, trabalho meus fragmentos, vou cicatrizando, costurando novas formas de existir e é isso que realmente importa. É preciso ser ética e política em nossa postura. Nossa prática não deve jamais transpor valores fundamentais para a manutenção da vida.


Para a filosofa, curadora, psicanalista, escritora e crítica de arte Suely Rolnik, “ética e estética devem seguir indissociáveis, para não desativar o processo de criação experimental da existência humana, para não minguar a vida.” No mundo contemporâneo, vivemos um grande paradoxo, a arte se tornou um domínio bem delimitado, e o mercado, se converteu no principal dispositivo de reconhecimento social. Ser artista hoje, tende a orientar nossa vida cada vez mais em função deste reconhecimento e, portanto, das formas que se supõe valorizáveis. Cada vez menos, a prática artística está em função da forma como veículo para transportar as particularidades de cada universo que somos. Nesse contexto, ser artista é existir mais glamourizado, pairando inabaláveis nas turbulências de se estar vivo. Sinto, que ser essencialmente artista hoje, seja uma tarefa árdua dentro do modelo capitalista, mas não impossível. Tomemos como modelo as plantas, que não são lineares, mas sim rizomáticas. Meu maior desejo, é poder viver o meu trabalho como órgão de reprodução regenerante, inspirando a mudança de direção dos olhares para o verdadeiramente singelo e singular.


Fabíola Triñca

São Paulo - verão 2023



Referências Bibliográficas:


Coccia, Emanuele. A vida sensível. Tradução Diego Cervelin. Florianópolis: Cultura e Barbárie – Desterro, 2010.


Coccia, Emanuele. Metamorfoses. Tradução Madeleine Deschamps e Victoria Mouawad. Rio de Janeiro: Dantes Editora, 2020.


Clark, Lygia. A casa é o corpo: penetração, ovulação germinação, expulsão (The House is the Body), 1968 in Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948-1988. Disponível em: <https://www.moma.org/audio/playlist/181/2425> Acesso em: jan.2023.


Deleuze, Gilles. Guattari, Féliz. O que é a filosofia?. Tradução Bentro Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. Rio de Janeiro. Editora 34, 1992.


Didi-Huberman, Georges. Que Emoção! Que Emoção?. Tradução Cecília Ciscato. Coleção Fábula. São Paulo: Editora 34, 2016.


Han, Byung-Chul. Psicopolítica – O neoliberalismo e as novas técnicas de poder. Tradução

Maurício Liesen. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2018.


Lipovetsky, Gilles e Serroy, Jean. A estetização do mundo. Tradução: Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.


Mauss, Marcel. Sociologia e Antropologia: As técnicas do Corpo. Tradução: Paulo Neves. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.


Oliveira, Solange de. Judith Scott: A tessitura do Devir. Revistas da USP, São Paulo, v.19, n.43, 2021.


Rolnik, Suely. Lígia Clark e o híbrido arte/clínica. Revista Concinnitas, Rio de Janeiro, v.1, n.26, 2015.




Fabíola Triñca, cursou Bacharelado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2009, iniciou sua trajetória artística no cinema, atuando como figurinista por mais de 10 anos. Em 2014, se especializou em Tingimento Têxtil Vegetal (Textile Natural Dyeing) em NY/USA e em 2018, estudou na Escola de Belas Artes do Parque Laje (EAV RJ) com o curador Fernando Cocchiarale e a artista Anna Bella Geiger, iniciando sua prática nas artes visuais.


Sua pesquisa parte do entendimento primordial de que a Terra é extensão do corpo e o corpo do tecido, propondo como narrativa visual, a coexistência paralela e igualitária entre plantas e seres humanos. É interessada na transmutação humana a partir de uma nova postura sobre a emergência climática. Utiliza o tecido como suporte principal para a materialização das suas obras e em sua prática alquímica, desenvolve estudos de cor a partir do uso de plantas tintórias. Sua atuação abrange diferentes linguagens da produção artística, com particular interesse em instalações site specific, escultura, poesia, objetos têxteis em campo expandido e uma recente investigação em vídeo.

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