
Reencantar o cotidano
para não precisar do excesso
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Sobre
Pesquisa artística e filosófica
Minha pesquisa nasce do interesse pelas relações entre matéria, corpo, percepção e existência. Investigo o fio como uma tecnologia do sensível, capaz de revelar modos de pensar, construir e habitar o mundo.
Parto da compreensão de que a matéria participa da nossa constituição da existência, já que ela guarda memórias, oferece resistências, estabelece relações e transforma os gestos que procuram transformá-la. Criar é também uma maneira de conhecer essas relações e de perceber nossa participação nelas.
No Ateliê Urdume, desenvolvo essa investigação por meio de três campos interdependentes: Aranha, Peixe e Entre.
A Aranha corresponde à Cosmologia Têxtil, uma investigação sobre as estruturas das relações que constituem o cosmos. O Peixe se aproxima da experiência sensível dessa estrutura, da condição de estar imerso em um mundo que nos afeta e que também afetamos. O Entre é o campo em que essas dimensões se encontram na prática, dando origem a uma ética de existência.
Essas três dimensões atravessam minha produção em arte têxtil, objetos, escrita e experimentações materiais. São movimentos de uma mesma pesquisa, que procura compreender como a percepção participa da construção do mundo e como a criação pode transformar nossos modos de existir.
Reencantar o cotidiano para não precisar do excesso é a proposição ética que orienta esse trabalho: aprofundar a experiência daquilo que já existe, recuperar a atenção aos gestos ordinários e investigar outras relações com a matéria, o tempo e o desejo.
ARANHA
Cosmologia Têxtil
A estrutura do cosmos.
PEIXE
O cosmo é um grande corpo sensível
A experiência do cosmos.
ENTRE
Uma ética de existência.
Da experimentação têxtil à criação de um ateliê
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2016 – 2017 | ORIGEM: Início das experimentações com as artes têxteis e criação dos Pequenos Plurais. O fazer manual passa a constituir um campo de investigação sobre corpo, matéria e pensamento.
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2018 – 2021 | REVISTA URDUME: Criação da Revista Urdume, publicação dedicada às práticas manuais têxteis, suas histórias e transformações contemporâneas. Desenvolvimento de projetos editoriais e de articulação, como Fios e Ritos e Fio da Conversa.
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2020 – 2025 | PENSAMENTO TÊXTIL: Desenvolvimento de uma pesquisa sobre as relações entre trabalho manual, pensamento, tecnologia e cultura. Publicação de Quem Tece o Mundo? (2025), livro que apresenta o fio como uma tecnologia originária da humanidade.
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A partir de 2026 | ATELIÊ: A Urdume se estabelece como ateliê de pesquisa e criação artística. A investigação se desdobra em obras, objetos, publicações e experiências que aproximam as artes têxteis do corpo e das artes da cena.
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Projetos

Estefânia Torres
Estefânia Torres é artista, escritora e pesquisadora. Sua produção transita entre as artes têxteis, a investigação filosófica, a escrita e as práticas do corpo, tendo como eixo as relações entre matéria, percepção e existência.
É idealizadora da Urdume, projeto iniciado em 2018 com a criação da Revista Urdume, dedicado à pesquisa e à reflexão crítica sobre as artes têxteis. Ao longo dessa trajetória, desenvolveu atividades editoriais, grupos de estudo e investigações sobre o fio como tecnologia do sensível.
É autora de Quem Tece o Mundo? (Ophicina 202, 2025), livro no qual investiga o pensamento têxtil a partir das relações entre gesto, matéria, corpo e criação.
No Ateliê Urdume, desenvolve sua pesquisa artística a partir de três campos: Aranha, Peixe e Entre. Sua prática reúne experimentações com fibras, fios, tecidos, objetos e palavras, investigando a criação como forma de conhecimento e de participação no mundo.


